Cota é resistência do samba da 5 do Cajueiro na Rua da Nona Delegacia é daqueles que mantém o tambor batendo onde o samba nasceu de verdade: No chão, no beco, no terreiro e na comunidade Cajueiro, samba não é só música. É reza, é luta, é memória. E ali, no meio do terreiro, Cota fincou sua bandeira. Ele não espera palco, ele constrói rádio.
Hoje, Cota Pagodeiro comanda a programação diária da Rádio Web FM – Rádio Cajueiro. É voz que ecoa pra Salvador inteira. Na sua grade, o compositor autoral tem vez. O músico da rua tem microfone. O cantor do morro tem palco.
Cota não só toca samba. Ele divulga, abraça, sustenta. É guardião de quem escreve verso e não tem gravadora. É casa pra quem faz arte com a unha e com o coração.
Salve, salve Cota Pagodeiro! Salve Dida da Bahia filho e parceiro de estrada e de luta. Salve a família Oliveira, que carrega o samba no sangue. Salve Tubarão e todos os personagens que fazem do Cajueiro uma escola viva.
Quem conhece Cota sabe: ele não é só radialista. Ele é ponte. É porta aberta. É samba que não deixa a história morrer.
Que o Cajueiro continue cantando, que a Rádio Cajueiro continue viva, e que Cota Pagodeiro continue sendo esse farol do samba autoral de Salvador.
Salve, Edson Gomes, poeta cantor e compositor do Recôncavo da Bahia
Vista parcial da cidade de Cachoeira-BA
Nascido em Cachoeira, terra de história, entre Santo Amaro da Purificação e o coração do povo. Você é filho do chão, da luta, da resistência.
Através do seu esforço, do seu canto e da sua voz, você chegou ao mais alto posto da música reggae. Sozinho, na raça, sem pedir licença, sem dever favor a ninguém. Fez do reggae baiano voz de quem não tinha microfone.
Por isso, mestre, você não deveria ser lacrado, nem exposto ao ridículo por gente que não agrega e não soma nada. Gente que vive de balela, conversa fiada, de individualismo e proselitismo vazio. Quem não planta, não tem moral pra colher o fruto do seu trabalho.
A Bahia reconhece. O povo reconhece. A música reconhece.
Que seu legado continue firme, porque quem veio de baixo e subiu pelo próprio esforço, é exemplo pra toda uma geração.
Axé, saúde e vida longa ao rei do reggae raiz do Recôncavo.
Celebrando as conexões humanas em meio à diversidade
José Macário está na área com mais um trabalho musical
"Opinião é Opinião" é o mais recente trabalho do sambista José Macário. A música chega com uma mensagem simples, porém objetiva, dentro do conceito popular. Vivemos em um mundo de bilhões de habitantes; ou seja, as ideias nem sempre se conectam. Dessa forma, José Macário deixa seu recado: paz e alegria são os aditivos para ajustar as questões e buscar o entendimento. A canção foi gravada no Estúdio Toque Fácil e contou com a produção do Professor Betão.
José Macário, sambista mineiro, vive um momento especial na produção musical, compondo canções em profusão: sambas envolventes com forte apelo popular. Entre elas estão “Minha Musa”, “Mulher, eu amo você”, “A necessidade”, “Obrigado Senhor”, “Tô chegando na roda de samba”, “A fila andou” e muitas outras. Seu parceiro de primeira hora é Roberto Marinho, cantor e compositor radicado em Juiz de Fora (MG). “Eu nasci na montanha” e “Samba bem batido” são os trabalhos mais recentes compostos pela dupla.
Wilson de Assis: uma obra musical no compasso do samba
A música tem o poder de nos levar a um mundo imaginário e nos tornar reféns de momentos únicos e contemplativos, influenciados pelos prazeres da alma. Nesse sentido, vem à tona a obra musical de respeitados cantores e compositores do samba.
Mas hoje, especificamente, detalharemos nesta postagem um pouco da trajetória musical do cantor e compositor Wilson de Assis.
Wilson de Assis iniciou sua caminhada no meio musical cantando em bares e boates da noite paulistana por volta dos anos 1970, onde uniu sua origem nordestina à vivência cultural paulistana.
“Cabelos Cacheados”, samba composto em parceria com E. Mayzzum e Gustavo e parte integrante do disco Dor de Cotovelo, lançado em 1970, dá o start na carreira de sucesso do sambista.
Logo a seguir, Wilson de Assis grava a icônica canção “Minha Rainha”, dos autores Rita Ribeiro e Lourenço Cavalcante Neto. A música integra o disco Brasileiríssimo, gravado em 1980. A célebre canção é uma balada romântica de forte apelo emocional e afetivo no que tange à junção de amores e paixões.
O sucesso da obra foi estrondoso. A música permaneceu 293 semanas entre as mais pedidas nas rádios de todo o Brasil: um verdadeiro fenômeno do samba.
“Minha Rainha” possui regravações com respeitados cantores. Porém, foi na interpretação de Wilson de Assis que a música chegou ao topo do sucesso. Com seu nome destacado de forma brilhante na cena musical brasileira durante os anos 1980, onde se apresentou em shows e programas de rádio e TV.
No embalo da carreira, gravou um disco em 1982. Em 1984, participou da coletânea “Bom mesmo é samba”, que reuniu renomados artistas como Benito de Paula, Elizeth Cardoso, Bebeto, Almir Guineto, Wando e outros. O importante é que valeu chega em 1986, um CD em que o sambista gravou músicas próprias. Em 1999, gravou o disco “Saudade Danada”. Já em 2010, chega ao cenário musical o disco intitulado “No laço das paixões”, com músicas próprias e em parcerias.
Com sua voz marcante e consagrada, o lendário Wilson de Assis segue ativo na vida musical, apresentando-se em veículos de mídia e shows por todo o Brasil.
Ao longo dos anos, construiu uma carreira marcante e perpetua seu legado no imaginário popular, cantando e compondo sambas de alto valor criativo.