sábado, 8 de agosto de 2026

A roda do meu pai

Texto de Ivan da Bahia
Feliz dia dos Pais

Ivan da Bahia é poeta, articulista e colaborador do blog

Meu pai se chamava Ricardo Soares Barreto
E deixou 3 leis gravadas no meu peito:
Primeira:

Não há subida sem descida, filho, presta atenção.
Segunda:
Não deseja o mal de ninguém, deixa na mão de Deus, meu filho.
Terceira:
A vida não é reta, ela gira feito estação.
Às vezes tá no topo, às vezes tá na escuridão

Mas quando a noite aperta e a dor aperta também, eu me lembro bem do Dorival Caymmi e do seu grande clássico "Marina" que o meu pai tanto cantava na varanda da nossa casa em noites de lua cheia... E de tanto eu amar essa canção, tive a oportunidade de escrever a minha marina também,com o meu querido parceiro Luiz Kike Toledo

"MARINAMOR"

Marina amor da minha vida
Marina menina da Amaralina
Marina é sol da manhã
Que me ilumina

Vem no chamego das ondas
Desejos que passo a sonhar
Beijar teu corpo faceiro
Tal qual aconchego de rede a bailar

Pode ser só, devaneios
Mistérios e receios
Quem sabe dizer
Encontrar nas turmalinas
Muitas cores do prazer

Vem do céu vem de Marina
Um milagre acontecer
O azul em purpurinas
Tingir o mar
E o amanhecer
Marinamor

Ivan Da Bahia e Luiz Kike Toledo

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Samba no pé e feijão no prato! A quadra da Real Grandeza vai ferver com a tradicional Feijoada da Campeã

Por Chico do Cavaco

No ano de 2026, a Real Grandeza conquistou mais um título no carnaval de Juiz de Fora

Presidida por  Luiz Carlos Masson, (centro) a diretoria promete uma grande festa 

A escola de samba Real Grandeza realizará no dia 16/08, a partir das 13h, a tradicional Feijoada da Campeã. O evento ocorrerá na quadra de ensaios da agremiação, na Av. Brasil, 1220, no Bairro Costa Carvalho, em Juiz de Fora - MG. Participações especiais: escola de samba União Gaspariense, da cidade de Levy Gasparian, grupo Vou Sambar, show de bateria e segmentos da Real Grandeza e convidados. O ingresso + feijoada custa R$ 40, só a entrada, R$ 20. Venha participar do evento mais aguardado pela comunidade do samba juizforano.

Background:
Samba e feijoada são manifestações de convivência coletiva, trilha sonora dos encontros entre amigos em vários tipos de reuniões. Fazem parte da nossa cultura alimentar e estão presentes nos momentos de celebração. Têm o poder de reunir os amigos em torno da mesa. Mantêm-se como representantes fiéis e marcantes da miscigenação e da resistência cultural. A origem da feijoada é cercada de lendas. O prato é um dos símbolos da culinária brasileira. A feijoada continua em constante evolução. Mais do que comida, saborear uma feijoada é bom demais.

Citação:
A Real Grandeza é uma agremiação tradicionalíssima nos desfiles do carnaval juiz-forano. Criada em 31 de março de 1966. O primeiro campeonato vencido pela Real Grandeza ocorreu em 1981. Já a última vitória aconteceu em 2026, quando apresentou o enredo “Eterna Lua de Real Grandeza - Encantos e segredos sobre o luar”. Com a apresentação no grupo especial do carnaval juiz-forano, em 2026, a Real Grandeza somou 178,3 pontos e ganhou o tão sonhado campeonato.

Fonte:
As escolas de samba de Juiz de Fora estão nos preparativos para o desfile de 2027. O planejamento e foco na organização estão na pauta da Liga das Escolas - Liesjuf. Para o próximo desfile, a Real Grandeza, por vencer em 2026, chega forte rumo ao título. Além disso, Unidos do Ladeira e Roseira da Sul desfilarão no Grupo Especial, vindas do Grupo de Acesso.

Detalhes:
Preparar o desfile de uma escola de samba exige planejamento e seriedade. Envolve profissionais qualificados – artesãos, figurinistas, desenhistas, marceneiros e serralheiros – e componentes dedicados, que trabalham nos barracões e vão para a avenida defender o pavilhão. Todo esse empenho, feito com carinho, garante o sucesso na passarela.


sábado, 1 de agosto de 2026

O Dia que Nasce e Morre no Mar - Em Itapoan o dia nasce diferente

Texto de Ivan Da Bahia

O sol espreguiça devagarzinho lá no horizonte e pinta o céu de rosa, laranja e fé
 

As ondas batem mansinhas na areia, os pescadores já estão com a rede na mão e as gaivotas fazem a primeira oração do dia.

Nascer do sol em Itapoan é Deus dizendo: "ô meu filho, levanta que tem vida nova pra viver". E quando a tarde vai embora, eu sigo pro outro lado... Na Ilha de Maré o pôr do sol é despedida com beijo. O céu vira fogo, o mar vira espelho e o sol mergulha na água bem devagar, como quem não quer ir.

O povo senta no trapiche, o tamborim cala e só se ouve o mar. Pôr do sol em Ilha de Maré é Deus dizendo: "descansa, que amanhã em Itapoan eu nasço de novo pra você".É a Bahia inteira num só dia:
O sol que nasce abençoando e o sol que se põe agradecendo Itapoan me dá o bom dia mais bonito do mundo.

Sol nascendo, mar calmo e o coração em paz.
Ilha de Maré me dá o boa noite mais sagrado.
Sol se pondo, céu em chamas e a alma em gratidão.

Itapoan acorda cedo
Pra ver o sol nascer no mar
Pinta o céu de esperança
Pra gente poder sonhar
E quando a tarde vai embora
Eu corro pra Ilha de Maré
Ver o sol morrer na água
Agradecer a Deus e à fé
É o dia inteiro de beleza
Do nascer até o entardecer
Salvador, meu bem querer
Em Itapoan é recomeço
Em Maré é gratidão
Um sol levanta o povo
O outro acalma o coração


Ivan da Bahia é um escritor, porta, cronista e colaborador do Blog da Web Rádio Samba JF.



quarta-feira, 29 de julho de 2026

Pagode do Escurinho celebra a força do samba baiano

Por Chico do Cavaco

Jaime Bahia e Melodia Costa lançam samba original com alma de roda

Felippe Costa e Ítalo Costa: show de interpretação

“Pagode do Escurinho” é a mais recente obra dos compositores Jaime Bahia e Melodia Costa. A parceria trouxe para a cena musical um samba original, com a força que só a Bahia tem. Ítalo Costa e Felippe Costa fazem uma interpretação magistral da peça musical, conferindo ao trabalho autoral requintes exclusivos.

A temática musical conferida ao samba exalta, com propriedade, o clima de festa que emana de uma roda de samba, ou seja, contentamento total. Isso se impõe, no batido da palma da mão, quando o samba reflete a magia e traduz a força do gênero musical como poder transformador, impondo-se por meio da irreverência no pulsar forte de sua cadência. Assim, ganha força como arte, tradição e resistência.

A produção musical e fonográfica coube ao cantor, compositor e produtor Jaime Bahia. Kaio Calado, no cavaquinho, banjo e violão; Flávio Patrocínio, na flauta; e Waltis Zacarias, na percussão geral, deram aquele recado maneiro. No coral, marcaram presença Milena Waner, Tati Carvalho e César Fadel. Joselita Bafafé, Kalmon, Zé Luiz da Fita Amarela, Wilmar, Adilson Portela e Jovaci deram o clima de alto astral no estúdio. A técnica de gravação ficou a cargo de César Fadel. A filmagem e a edição estiveram sob a orientação da DDL Produtora.