quinta-feira, 7 de maio de 2026

A voz do Samba da 5 do Cajueiro

Por Ivan da Bahia

Projeto Vivaldino Oliveira

Na Comunidade Cajueiro o Nome é Cota Pagodeiro

Cota é resistência do samba da 5 do Cajueiro na Rua da Nona Delegacia é daqueles que mantém o tambor batendo onde o samba nasceu de verdade: No chão, no beco, no terreiro e na comunidade Cajueiro, samba não é só música. É reza, é luta, é memória. E ali, no meio do terreiro, Cota fincou sua bandeira. Ele não espera palco, ele constrói rádio.

Hoje, Cota Pagodeiro comanda a programação diária da Rádio Web FM – Rádio Cajueiro. É voz que ecoa pra Salvador inteira. Na sua grade, o compositor autoral tem vez. O músico da rua tem microfone. O cantor do morro tem palco.

Cota não só toca samba. Ele divulga, abraça, sustenta. É guardião de quem escreve verso e não tem gravadora. É casa pra quem faz arte com a unha e com o coração.

Salve, salve Cota Pagodeiro!
Salve Dida da Bahia filho e parceiro de estrada e de luta.
Salve a família Oliveira, que carrega o samba no sangue.
Salve Tubarão e todos os personagens que fazem do Cajueiro uma escola viva.

Quem conhece Cota sabe: ele não é só radialista. Ele é ponte. É porta aberta. É samba que não deixa a história morrer.

Que o Cajueiro continue cantando, que a Rádio Cajueiro continue viva, e que Cota Pagodeiro continue sendo esse farol do samba autoral de Salvador.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Parabéns, Mestre Edson Gomes

Por Ivan Da Bahia
Salve, Edson Gomes, poeta cantor e compositor do Recôncavo da Bahia

Vista parcial da cidade de Cachoeira-BA

Nascido em Cachoeira, terra de história, entre Santo Amaro da Purificação e o coração do povo. Você é filho do chão, da luta, da resistência.

Através do seu esforço, do seu canto e da sua voz, você chegou ao mais alto posto da música reggae. Sozinho, na raça, sem pedir licença, sem dever favor a ninguém. Fez do reggae baiano voz de quem não tinha microfone.

Por isso, mestre, você não deveria ser lacrado, nem exposto ao ridículo por gente que não agrega e não soma nada. Gente que vive de balela, conversa fiada, de individualismo e proselitismo vazio. Quem não planta, não tem moral pra colher o fruto do seu trabalho.

A Bahia reconhece. O povo reconhece. A música reconhece. 

Que seu legado continue firme, porque quem veio de baixo e subiu pelo próprio esforço, é exemplo pra toda uma geração.

Axé, saúde e vida longa ao rei do reggae raiz do Recôncavo.


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sábado, 2 de maio de 2026

José Macário lança “Opinião é Opinião”: paz e alegria como remédio para o entendimento

 Por Chico do Cavaco

Celebrando as conexões humanas em meio à diversidade

José Macário está na área com mais um trabalho musical

"Opinião é Opinião" é o mais recente trabalho do sambista José Macário. A música chega com uma mensagem simples, porém objetiva, dentro do conceito popular. Vivemos em um mundo de bilhões de habitantes; ou seja, as ideias nem sempre se conectam. Dessa forma, José Macário deixa seu recado: paz e alegria são os aditivos para ajustar as questões e buscar o entendimento. A canção foi gravada no Estúdio Toque Fácil e contou com a produção do Professor Betão.

José Macário, sambista mineiro, vive um momento especial na produção musical, compondo canções em profusão: sambas envolventes com forte apelo popular. Entre elas estão “Minha Musa”, “Mulher, eu amo você”, “A necessidade”, “Obrigado Senhor”, “Tô chegando na roda de samba”, “A fila andou” e muitas outras. Seu parceiro de primeira hora é Roberto Marinho, cantor e compositor radicado em Juiz de Fora (MG). “Eu nasci na montanha” e “Samba bem batido” são os trabalhos mais recentes compostos pela dupla.

Saiba mais sobre José Macário. Suas canções são executadas na programação da Web Rádio Samba JF, no YouTube, na página da Samba JF e nas redes sociais do sambista.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Wilson de Assis fez “Minha Rainha” reinar na alma brasileira

Por Chico do Cavaco
Discos, parcerias e shows pelo Brasil

Wilson de Assis: uma obra musical no compasso do samba

A música tem o poder de nos levar a um mundo imaginário e nos tornar reféns de momentos únicos e contemplativos, influenciados pelos prazeres da alma. Nesse sentido, vem à tona a obra musical de respeitados cantores e compositores do samba.

Mas hoje, especificamente, detalharemos nesta postagem um pouco da trajetória musical do cantor e compositor Wilson de Assis.

Wilson de Assis iniciou sua caminhada no meio musical cantando em bares e boates da noite paulistana por volta dos anos 1970, onde uniu sua origem nordestina à vivência cultural paulistana.

“Cabelos Cacheados”, samba composto em parceria com E. Mayzzum e Gustavo e parte integrante do disco Dor de Cotovelo, lançado em 1970, dá o start na carreira de sucesso do sambista.

Logo a seguir, Wilson de Assis grava a icônica canção “Minha Rainha”, dos autores Rita Ribeiro e Lourenço Cavalcante Neto. A música integra o disco Brasileiríssimo, gravado em 1980. A célebre canção é uma balada romântica de forte apelo emocional e afetivo no que tange à junção de amores e paixões.

O sucesso da obra foi estrondoso. A música permaneceu 293 semanas entre as mais pedidas nas rádios de todo o Brasil: um verdadeiro fenômeno do samba.

“Minha Rainha” possui regravações com respeitados cantores. Porém, foi na interpretação de Wilson de Assis que a música chegou ao topo do sucesso. Com seu nome destacado de forma brilhante na cena musical brasileira durante os anos 1980, onde se apresentou em shows e programas de rádio e TV.

No embalo da carreira, gravou um disco em 1982. Em 1984, participou da coletânea “Bom mesmo é samba”, que reuniu renomados artistas como Benito de Paula, Elizeth Cardoso, Bebeto, Almir Guineto, Wando e outros. O importante é que valeu chega em 1986, um CD em que o sambista gravou músicas próprias. Em 1999, gravou o disco “Saudade Danada”. Já em 2010, chega ao cenário musical o disco intitulado “No laço das paixões”, com músicas próprias e em parcerias.

Com sua voz marcante e consagrada, o lendário Wilson de Assis segue ativo na vida musical, apresentando-se em veículos de mídia e shows por todo o Brasil.

Ao longo dos anos, construiu uma carreira marcante e perpetua seu legado no imaginário popular, cantando e compondo sambas de alto valor criativo.