terça-feira, 12 de maio de 2026

Vivendo e aprendendo o que a vida nos ensina

Por Ivan da Bahia 

Ivan da Bahia é cantor, compositor e colaborador do blog

A vida não vem com manual, vem com ladeira. A cada tropeço, uma lição. A cada recomeço, um verso novo.

Vamos respeitar o próximo, porque ninguém é ilha no mar de Salvador. O que eu sou hoje, foi o vizinho que me segurou ontem. O que você vai ser amanhã, pode depender da palavra que eu soltar agora.

E vamos respeitar a liberdade de expressão, porque sem voz, o povo vira silêncio. Sem canto, a cidade fica muda. Cada um com seu tom, cada um com sua fé, cada um com sua cor.

Se discordar, discorda com respeito. Se falar, fala com verdade. Se ouvir, ouve com o coração aberto.

Porque no fim, vivendo e aprendendo, a gente entende: a maior liberdade é poder ser gente. E o maior respeito é reconhecer que o outro também tem direito de ser.

Axé pra quem ensina, axé pra quem aprende. E que a vida continue sendo nossa melhor escola.

sábado, 9 de maio de 2026

Falar das Mães é sagrado

Por Ivan Da Bahia
Homenagem a todas mamães do mundo 

Ivan da Bahia é escritor e ativista cultural 

Mãe do meu Pai. Mãe da minha mãe, minha avó. E minha mãe. E todas as mães. É infinito como se fossem as sete notas musicais.

, a primeira, é a mãe que dá o tom da vida. É colo que afina o choro, é peito que alimenta o mundo. Minha avó paterna, alicerce da família Pitta, era Dó: firme, grave, marcava o compasso de todos nós.

, é a que reza baixinho quando a casa dorme. Minha avó materna, reza e reza, com terço na mão e fé no coração, foi Ré: insistente como onda do mar, repetindo amor até virar maré cheia.

Mi, é a mãe que me pariu. Tereza. Mi de milagre, Mi de misericórdia. Mi que me ensinou que tempero bom é cuidado, e que casa sem mãe é violão sem corda.

Fá, é a que faz e refaz a vida da gente. Fá de faca que corta o quiabo, Fá de farinha que engrossa o caldo, Fá de família que nunca deixa faltar.

Sol, é a que ilumina. Toda mãe é um pedaço de sol dentro de casa. Aquece, orienta, e quando a gente se perde, ela vira farol.

, é a que embala. Lá de lágrima que cai escondido, Lá de laço que não desata nunca. Lá de lalaiá que só mãe sabe cantar pra dor passar.

Si, é o silêncio dela quando a gente cresce. Si de sim pra tudo que é nosso, Si de sina que é amar mesmo sem ser chamada.

E depois do Si, volta o Dó. Porque mãe é ciclo, é oitava, é infinito. Uma gera a outra, e a música não para nunca.

Falar das Mães é isso: uma escala que sobe pro céu. Sete notas, mas o amor delas não cabe na partitura.

Minha avó, minha mãe, todas as mães... são a melodia que Deus escreveu pra gente não desafinar na vida. Axé.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A voz do Samba da 5 do Cajueiro

Por Ivan da Bahia

Projeto Vivaldino Oliveira

Na Comunidade Cajueiro o Nome é Cota Pagodeiro

Cota é resistência do samba da 5 do Cajueiro na Rua da Nona Delegacia é daqueles que mantém o tambor batendo onde o samba nasceu de verdade: No chão, no beco, no terreiro e na comunidade Cajueiro, samba não é só música. É reza, é luta, é memória. E ali, no meio do terreiro, Cota fincou sua bandeira. Ele não espera palco, ele constrói rádio.

Hoje, Cota Pagodeiro comanda a programação diária da Rádio Web FM – Rádio Cajueiro. É voz que ecoa pra Salvador inteira. Na sua grade, o compositor autoral tem vez. O músico da rua tem microfone. O cantor do morro tem palco.

Cota não só toca samba. Ele divulga, abraça, sustenta. É guardião de quem escreve verso e não tem gravadora. É casa pra quem faz arte com a unha e com o coração.

Salve, salve Cota Pagodeiro!
Salve Dida da Bahia filho e parceiro de estrada e de luta.
Salve a família Oliveira, que carrega o samba no sangue.
Salve Tubarão e todos os personagens que fazem do Cajueiro uma escola viva.

Quem conhece Cota sabe: ele não é só radialista. Ele é ponte. É porta aberta. É samba que não deixa a história morrer.

Que o Cajueiro continue cantando, que a Rádio Cajueiro continue viva, e que Cota Pagodeiro continue sendo esse farol do samba autoral de Salvador.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Parabéns, Mestre Edson Gomes

Por Ivan Da Bahia
Salve, Edson Gomes, poeta cantor e compositor do Recôncavo da Bahia

Vista parcial da cidade de Cachoeira-BA

Nascido em Cachoeira, terra de história, entre Santo Amaro da Purificação e o coração do povo. Você é filho do chão, da luta, da resistência.

Através do seu esforço, do seu canto e da sua voz, você chegou ao mais alto posto da música reggae. Sozinho, na raça, sem pedir licença, sem dever favor a ninguém. Fez do reggae baiano voz de quem não tinha microfone.

Por isso, mestre, você não deveria ser lacrado, nem exposto ao ridículo por gente que não agrega e não soma nada. Gente que vive de balela, conversa fiada, de individualismo e proselitismo vazio. Quem não planta, não tem moral pra colher o fruto do seu trabalho.

A Bahia reconhece. O povo reconhece. A música reconhece. 

Que seu legado continue firme, porque quem veio de baixo e subiu pelo próprio esforço, é exemplo pra toda uma geração.

Axé, saúde e vida longa ao rei do reggae raiz do Recôncavo.


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