quarta-feira, 27 de maio de 2026

Exaltação a Mãe Carina e ao seu Pai Ogum

Por Ivan da Bahia
Salve Ogum!

Ivan da Bahia é articulista e colaborador do Blog

Mãe Karina de Ogum é respeito puro no candomblé da Bahia. Filha de Ogum é assim mesmo: palavra reta, facão afiado na boca, mas coração de mãe. Quando ela fala, o terreiro todo silencia pra aprender.
As "pérolas" de mãe de Ogum costumam vir assim, na força e na justiça:
Pérolas no estilo de uma grande Yalorixá de Ogum:*
Meu filho, Ogum não abre caminho pra quem fica sentado. Ele dá o facão... mas a mata é você quem desbrava.
Candomblé não é fantasia que se veste dia de festa. É couro que você sua todo dia pra honrar.
Quem quer respeito de orixá primeiro respeita mais velho. Casa sem raiz é casa que qualquer vento leva.
Ogum me ensinou: antes de pedir vitória na guerra, veja se você tá lutando a batalha certa.
Mãe Karina é dessas que não passa a mão na cabeça, mas quando abraça, cura. Ogum é patrono da lei e da verdade - e as filhas dele carregam isso na voz.
Salve Ogum

sábado, 16 de maio de 2026

Poema: Bairro do Tororó e suas Magias

 Por Ivan da Bahia 

Ivan da Bahia e Almir Ferreira, o Almir do Apache

"No Dique do Tororó, onde as águas dançam
Sob o sol baiano, que brilha sem parar
As esculturas de pedra, contam histórias
De um passado rico, de uma cultura sem igual

As orixás dançam, os tambores soam
A história do Dique, é uma história de luta e de glória
Construído em 1696, um marco da cidade
Um testemunho da força, da resistência e da liberdade

E quando chega o Carnaval, o Dique se transforma
O Bloco do Apache, é o rei da pista
Com seu som, sua energia, sua alegria
A multidão dança, sem parar, noite e dia

Almir Ferreira, um mestre da composição
Cria ritmos que fazem o coração dançar
Suas músicas são um presente, um tesouro
Que nos faz sentir vivos, nos faz sonhar

As crianças brincam, os pássaros cantam
O vento sopra suave, a natureza encanta
O Dique do Tororó, um lugar de sonho
Onde a beleza e a história se encontram"

terça-feira, 12 de maio de 2026

Vivendo e aprendendo o que a vida nos ensina

Por Ivan da Bahia 

Ivan da Bahia é cantor, compositor e colaborador do blog

A vida não vem com manual, vem com ladeira. A cada tropeço, uma lição. A cada recomeço, um verso novo.

Vamos respeitar o próximo, porque ninguém é ilha no mar de Salvador. O que eu sou hoje, foi o vizinho que me segurou ontem. O que você vai ser amanhã, pode depender da palavra que eu soltar agora.

E vamos respeitar a liberdade de expressão, porque sem voz, o povo vira silêncio. Sem canto, a cidade fica muda. Cada um com seu tom, cada um com sua fé, cada um com sua cor.

Se discordar, discorda com respeito. Se falar, fala com verdade. Se ouvir, ouve com o coração aberto.

Porque no fim, vivendo e aprendendo, a gente entende: a maior liberdade é poder ser gente. E o maior respeito é reconhecer que o outro também tem direito de ser.

Axé pra quem ensina, axé pra quem aprende. E que a vida continue sendo nossa melhor escola.

sábado, 9 de maio de 2026

Falar das Mães é sagrado

Por Ivan Da Bahia
Homenagem a todas mamães do mundo 

Ivan da Bahia é escritor e ativista cultural 

Mãe do meu Pai. Mãe da minha mãe, minha avó. E minha mãe. E todas as mães. É infinito como se fossem as sete notas musicais.

, a primeira, é a mãe que dá o tom da vida. É colo que afina o choro, é peito que alimenta o mundo. Minha avó paterna, alicerce da família Pitta, era Dó: firme, grave, marcava o compasso de todos nós.

, é a que reza baixinho quando a casa dorme. Minha avó materna, reza e reza, com terço na mão e fé no coração, foi Ré: insistente como onda do mar, repetindo amor até virar maré cheia.

Mi, é a mãe que me pariu. Tereza. Mi de milagre, Mi de misericórdia. Mi que me ensinou que tempero bom é cuidado, e que casa sem mãe é violão sem corda.

Fá, é a que faz e refaz a vida da gente. Fá de faca que corta o quiabo, Fá de farinha que engrossa o caldo, Fá de família que nunca deixa faltar.

Sol, é a que ilumina. Toda mãe é um pedaço de sol dentro de casa. Aquece, orienta, e quando a gente se perde, ela vira farol.

, é a que embala. Lá de lágrima que cai escondido, Lá de laço que não desata nunca. Lá de lalaiá que só mãe sabe cantar pra dor passar.

Si, é o silêncio dela quando a gente cresce. Si de sim pra tudo que é nosso, Si de sina que é amar mesmo sem ser chamada.

E depois do Si, volta o Dó. Porque mãe é ciclo, é oitava, é infinito. Uma gera a outra, e a música não para nunca.

Falar das Mães é isso: uma escala que sobe pro céu. Sete notas, mas o amor delas não cabe na partitura.

Minha avó, minha mãe, todas as mães... são a melodia que Deus escreveu pra gente não desafinar na vida. Axé.