segunda-feira, 2 de março de 2026

José Macário canta "Deus me fez assim": um samba de responsa

Por Chico do Cavaco

Em destaque, o novo trabalho do sambista mineiro

O sambista José Macário está na área com mais uma produção
Clique na imagem para ouvir a música

Com o samba intitulado “Deus me fez assim”, o cantor e compositor juiz-forano, José Macário está de volta à cena musical. A canção estrutura-se numa pegada maneira, características imutáveis na obra do sambista mineiro. Como resultado, conceituando-se numa abordagem reflexiva, José Macário associa a negritude num contexto de lutas e conquistas, onde o amor à cultura, assim como, dom e resistência convergem para um ambiente natural e feliz. A música foi produzida no Estúdio Toque Fácil sob a batuta do Professor Betão, que aliás, também foi o responsável pelo arranjo.

Citação:

José Macário nasceu em Juiz de Fora, Zona da Mata do estado de Minas Gerais. Está ativamente ligado à cena musical da cidade mineira onde é integrante da escola de samba Real Grandeza e Bloco dos Carteiros, e também atua em renomados corais, entre eles, da CESAMA, de São Mateus e os Beneditos.

Destaque:

As redes sociais transformaram profundamente a forma de divulgação musical. Nelas, os cantores e compositores se apresentam para um espectro mais amplo, democratizando o processo em todos os sentidos. Nessa questão, ainda cabem as web rádios espalhadas por todos os cantos e distribuídas por segmentos musicais, que ampliam consideravelmente a comunicabilidade entre os criadores e os adeptos de uma boa música, em nosso caso, especialmente o samba. Saiba mais sobre o assunto:

LEMOS, André. A Música na Era Digital. Salvador: EDUFBA, 2007. (Discute o impacto das tecnologias na produção e divulgação musical.)

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. (Contextualiza a era digital e suas implicações sociais.)

Portal Samba em Rede (sambaemrede.com.br) – Focado na divulgação do samba e suas novas mídias.

"Samba Digital" (disponível no YouTube) – Aborda a presença do samba nas plataformas digitais.

"A Música na Era das Redes Sociais" (canais como Canaltech ou TEDx Talks) – Discussões sobre o tema.

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

“Reflexos da Lua”: A natureza em sua plenitude celebrada no samba de Carlinhos Russo, Assis Cabeça e Marcelo Toledo

Marcelo Toledo dá voz e vida à canção

Por Chico do Cavaco

Carlinhos Russo, Marcelo Toledo e Assis Cabeça
Clique na imagem para ouvir o samba

Carlinhos Russo, Assis Cabeça e Marcelo Toledo são os autores do samba “Reflexos da Lua”. A canção evidencia com fidelidade a natureza num retrato falado onde a noite espelha o dia. Um cenário deslumbrante e misterioso, pintado em prosa e verso, onde um belo anoitecer desagua num fulgurante amanhecer, tendo o mar e suas conexões como pano de fundo. A obra expressa a sutileza e a criatividade dos autores, bem como revela o poder mágico da arte de compor. Marcelo Toledo interpreta a canção.

Marcelo Toledo tem o samba na veia. Criado ouvindo Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Almir Guineto, ele se identifica com estilos que vão do partido alto ao samba dolente. Em suas composições, coleciona parcerias com sambistas como Aluísio Machado, Tonho de Rocha Miranda, Assis Cabeça e, mais recentemente, Carlinhos Russo.  

O sambista mineiro Assis Cabeça é parceiro de primeira hora de Marcelo Toledo. Sua obra musical é extensa e marcada pelo fino trato na arte de compor.

Carlinhos Russo iniciou sua trajetória no mundo do samba aos 16 anos, compondo para o Bloco Carnavalesco Unidos do Onix, do bairro de Rocha Miranda, no Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, composições notáveis e parcerias profícuas originaram sambas memoráveis.

Em 1989, Carlinhos Russo emplacou três sambas no disco gravado pelo saudoso e renomado sambista Bezerra da Silva: “Se Não Fosse o Samba”, “O Preto e o Branco” e “Safado é Safado Mesmo”, em parceria com outros valorosos compositores. Com Zezinho do Vale, Almir Guineto, Adauto Magalhães e J. Laureano, veio à luz “Dura Missão”, gravada na época por Almir Guineto e posteriormente regravada por Marquinho Sathan e Renato da Rocinha.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Do Bairro São Benedito para o circuito da folia, Bloco Vai Quem Quer: alegria acima de tudo

Por Chico do Cavaco

Se liga no papo, o *Aedes aegypti* é malvado!

Bloco Vai Quem Que tá na área!

Para o desfile de 2026 no carnaval juizforano, o Bloco Vai Quem Quer levará para o circuito da folia um tema que abordará, com riqueza de detalhes, a prevenção quanto aos males que a dengue pode provocar. O grupo de trabalho, coordenado por Antônio Camilo, o Damula, e Wagner Borges, o Vá, desenvolveu o enredo e estabeleceu as linhas gerais de trabalho com as quais os componentes de apoio se apresentarão durante o desfile.

O samba, composto pelos compositores Betinho Bonsussa, Mário, Pipica, Toninho e Marcinho da Loló, está na boca da galera. A letra está bem conectada com o tema e a música vem numa pegada maneira, fatores importantes para um bom desempenho durante a apresentação no circuito.

A bateria terá o comando do Shell. O mestre conhece como poucos os ajustes e a medida certa para o controle dos batuqueiros, visto que na comunidade há um time especial de componentes para esse quesito. Nesse balanço musical, seguirá os puxadores Mário, Pipica e Chico do Cavaco, com o auxílio luxuoso do músico Fábinho do Cavaco.

A venda dos abadás iniciou-se há cerca de 20 dias e, no momento, há poucas unidades disponíveis para aquisição.

Então, encontro marcado! O Bloco desfila no dia 16/02 (segunda-feira), a partir das 17h, no Circuito Zé Kodac (Parque Halfeld até a Praça da Estação). A concentração inicia-se às 16h.

Agora, é só se preparar, inspirar-se na alegria e cair na folia com a mente e o coração abertos.

História:
O Bloco Vai Quem Quer surgiu há 25 anos por iniciativa de abnegados foliões do Bairro São Benedito. Sua área de abrangência são as comunidades de São Benedito, Bonsucesso, Vila Alpina, Santa Cândida e bairros adjacentes. A conexão do samba com essas comunidades inicia-se a partir da extinta Escola de Samba Castelo de Ouro, que por muitos anos participou dos desfiles do carnaval juizforano.

Citação:
A dengue continua sendo uma preocupação no Brasil em 2026, com projeções de até 1,8 milhão de casos prováveis no país, especialmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Em 2025, o Brasil registrou cerca de 1,6 milhão de casos prováveis e 1.761 mortes até dezembro, uma redução significativa em relação a 2024. Porém, o risco persiste devido a fatores climáticos.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Da diretoria ao samba: carteiros afinam os tamborins de olho no Carnaval 2026

Por: Chico do Cavaco

Alô Juiz de Fora! bom se segurar porque os carteiros vem aí...

Diretores do Bloco dos Carteiros

Sob a orientação do presidente Julinho Madalena, o Bloco dos Carteiros iniciou os preparativos para o Carnaval de 2026. A diretoria trabalha firme nos bastidores com a finalidade de levar para o circuito do samba uma festa onde a paz e a harmonia sejam os pontos principais. Para isso, Julinho terá o suporte dos companheiros Gilberto Martins, Márcio Careca, Jaílson e José Macário, todos amigos de longa data e qualificados quando o assunto é gestão de carnaval. 
Graciele é a rainha da bateria do bloco

Fique por dentro:
O tema do desfile será “Seja feliz e ainda mais feliz com o que é seu”. O enredo faz uma viagem por uma questão instigante e trata da felicidade. No contexto, José Macário e Roberto Marinho, autores do samba, trazem para a cena do carnaval uma mensagem simples, mas carregada de conceitos profundos. Eles descrevem, com racionalidade, uma questão muito presente na sociedade: a validação pessoal. Na visão dos autores, a simplicidade traz felicidade. Sendo assim, os quatro dias de folia reforçam a percepção dos compositores por conta do que representa a festa mais popular do Brasil: descontração e alegria acima de tudo.


Sobre os autores:
José Macário tem uma trajetória marcante no samba juiz-forano. O sambista é autor de dezenas de sambas autorais. Tem participação significativa na Escola de Samba Real Grandeza, onde é diretor, e atua como cantor nos corais da CESAMA, de São Mateus e dos Benedictos. Roberto Marinho é cantor e compositor de samba. Sua obra musical é resultado de um processo de alto valor criativo, estabelecido pela parceria firmada ao longo dos anos com o amigo José Macário. (Clique no play para ouvir o samba).


A história:
O Bloco dos Carteiros surgiu em novembro de 2011, a partir de seis amigos que trabalhavam nos Correios. Eles curtiam micaretas e conseguiam arrastar vários colegas da empresa e seus familiares para eventos. Daí surgiu a ideia de montar um bloco para atender a família ecetista. 
No início, a intenção era ser exclusivo para os funcionários e seus familiares. Mas, com o passar do tempo, o bloco cresceu e abriu espaço para a participação dos amigos e foliões externos, fato que deu muito certo.

Saiba mais:
Recentemente, a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) fez um pré-credenciamento dos blocos para o carnaval de 2026. A lista completa está no site: FUNALFA


Citação:
Os blocos e bandas carnavalescas são oficialmente reconhecidos como manifestações da cultura nacional pela Lei nº 14.845, de 2024. Por isso, é responsabilidade do Estado garantir a livre atividade e organização dos desfiles e eventos populares. Fonte: Câmara dos Deputados.

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